segunda-feira, 22 de setembro de 2008



Azul #3

Painting Bodies


Azul #3 é uma performance que trabalha com o monocromático azul e a visualiadade. O processo de pintura é tão importante quanto o resultado da obra e a escolha de como marcar a superfície torna-se o assunto da obra. Uma narrativa é construida somente pela movimentação dos performes, os objetos que eles utilizam e as imagens sobre e sub construídas.


A performance dialoga com os trabalhos de Yves Klein, este acreditava que o corpo é o centro de energia física, sensorial e espiritual. Ele aplicava este princípio em seu trabalho, criando uma nova técnica de pintura que envolvia a aplicação direta de tinta ao corpo humano, o qual se tornava um pincel vivo.


"Truth Becomes Reality" Yves Klein.1960.


Local: Pista de dança ou Palco

Música: Dark full on, full on ou qualquer som "pesado"

Duração: 30 min

Horário Preferencial: noite

Materias necessários : 3 kg de porpurina azul e três potes de gel, uma jarra e três taças de champagne, ou recurso financeiro para a compra dos mesmos (R$180,00).

Performers: Yara Barros, Renata Silveira e Angelo Cruz.


Performance: “TRASH AND CRASH”


A performance inicia-se com a Personagem caminhando pela Pista até chegar no local propriamente da performance, onde começa com muita dificuldade colher e comer e se adornar dos objetos que estarão dependurados em fios de suspensão (muitas uvas, espelhos, colares, acessórios de vestuários e imagens).
Após este primeiro contato com o público a Personagem se mostra, revela-se em cena (num local que haja um foco de Luz). Neste ponto inicia-se uma série de movimentações corporais bem dançantes, simbolizando: o Ser Mulher; o Ser Humano Plástico e o Orgânico; concessões/trocas/prostituições; e o – (menos), aquilo que sobra, bem como outras simbolizações.
Então a Personagem simula um Strip Tease, com movimentações insinuantes, e retira de si uma banana. Ou seja, quem fará o Strip será uma Banana. Depois de finalizada o Strip da Banana, a Personagem a pica, a amassa e interage com o público, perguntando a alguém, se prefere a casaca ou a “banana” e outras interações que incidirão num clima ríspido, nojento e também cômico. Após este contato direto com o público a Personagem volta para o Palco (local preferencial da performance) uma tanto “despida” e desalinhada, com movimentações que explicitem ainda mais o conceitual da performance. Esta última encerra-se quando a Personagem entra num saco de lixo.

Cenário: Palco, ou local que dê a idéia de um, onde haja iluminação, na Pista Alternativa ou outra semelhante. Pilastras que suspendam duas cordas/fios horizontalmente, onde estarão enozados fios de nylon e similares que dependurem pequenos objetos e uvas, verticalmente.
Horário: fim da tarde ou noite.
Iluminação: Luzes: branca, vermelha, azul-escuro e cinza (branco gelo). Pin Spot Light, Tunnel Laser,Moonflower. Ou a que tiver e 2 focos de luz.
Duração: 15 minutos (ao total, desde o primeiro contato com o público, a caminhada, até o fim da performance em si.)
Sonoplastia: conversar com o Dj que tocará no momento para tocar, por uns 3 minutos um som, ou uma batida mais sensual , dois minutos de música para interação com o público, e após, até a finalização, uma mais dark e trash.
A artista inicia a performance com a música do Set que estará tocando, só no momento do Strip é necessária a trilha descrita acima.
Materiais necessários pela produção: uma banana e 5 cachos de uvas e pilastras de sustentação.


Obs: Iluminação a combinar conforme a disponibilidade.

Intérprete - criadora: Yara Barros


Descrição da Performance =N

DESCRIÇÃO DA PERFORMANCE


= N é uma performance-art que discute os processos pelo qual ocorrem a descoberta do novo e a necessidade de uma sensibilização por parte das pessoas para sua obtenção.
Nesta performance há 5 estações , em cada uma delas haverá um cartaz com uma equação matemática contendo paralelamente a explicação de um processo de aquisição do Novo através da linguagem performática. Também as equações são conceituações destes processos. Junto a estes cartazes haverá um outro que servirá de legenda para os símbolos incluídos nas equações, totalizando assim 6 cartazes. Estes estarão suspensos num varal a 1,80m do chão e num comprimento total de aproximadamente 10m. Ao verso de cada cartaz haverá palavras-chaves, em inglês, que exemplificam ou sintetizam a equação (ou seja, os cartazes serão tods bolingues).

Em cada uma das estações-equações haverá um ou mais ( ao todo 3 ) performers executando a equação em forma de movimentação.


Música e Local: a instalação é realizada nas proximidades de umas das Pistas do Festival [preferencialmente numa pista menor, como à Alternativa do Festival Universo Paralello (UP)] com duração de 30 minutos e necessitará de uma trilha sonora “agitada”, “dançante”.

Tempo de duração: 30 min.

Tempo de montagem: 15mim

Tempo de desmontagem : 5min

Figurino: meia-calça, vestido, conjunto de blusa e short e acessórios.

Maquiagem: se possível um maquiador.

Cenário: um fio grosso onde estarão dependurados 6 cartazes, sendo que esse terá 10m e será amarrado em árvores ou em outro material similar de sustentação.

Local: bastante próximo à Pista (a ser escolhida), numa área de aproximadamente 10x5 ms. Preferência de horário: tarde, antes do Sol se pôr.

Material e recursos necessários: um profissional para auxiliar na maquiagem e na montagem do cenário.

Orçamento do Material e Figurino: Uma ajuda de custo para a confecção do figurino dos três performers e dos cartazes, no valor de R$250,00.

= N

= N

Há uma certa necessidade de mostrar aquilo de novo que se descobre para que as novidades não fiquem retidas em si mesmas e a si mesmo, sendo que estas podem ser apreendidas tanto em seu caráter unívoco quanto múltiplo; em nível perceptivo individual ou em nível perceptivo geral da própria espécie humana.
Ao não se dividir algumas dessas novidades elas não deixam de ser alucinações, de experiências, sensações tidas e que, todavia não são reais. Ao mostrá-la aos outros e atribuí-las uma certa lógica, elas são re-significadas, passam a ter outras significações e significações dos outros. Ou seja, passam a ter conotações reais e assim não são somente percebidas como um desatino.
A percepção está intimamente relacionada ao meio inserido, às informações anteriores obtidas e a maneira com que o meio induz estas a serem processadas. Existem diversos meios de obterem-se experiências de êxtase. A arte, a filosofia, o sexo, a religião e as drogas são capazes de levarem as pessoas a sensações de altas intensidades: um transe, um espasmo, um soluço...
A intenção deste trabalho/Instalação é apontar a necessidade de trazer à realidade os novos elementos apreendidos num estado de êxtase, de fazer perceber novas redes, novas conexões com esta realidade. Para que ela não seja adversa ao estado de êxtase, não se deve criar uma barreira, uma oposição entre os dois, ou seja, não devemos dicotomizar experimentações. Aquilo que foi sentido existiu, o que existe é real. Marginalizar as novas percepções negando-as ou ignorando-as das ações cotidianas é enrijecer a capacidade estética e lógica.

Traços paralelos transversalizados: linhas paralelas encontram-se no infinito.

Para que não se percam as percepções vividas em estados “paralelos” deve-se atribuir a elas uma lógica, um entendimento daquele momento de transe. Reordenando e permitindo novas ações concretas às significações elas não ficam presas ao plano ilusório, ao nível do irreal, desta forma, novos conceitos são criados, novos elementos são equacionados e ocorre a apreensão do novo.
Deve-se então tornar as novas sensações em signos cognoscíveis e criar diálogos e espaços entre eles. Esses espaços são no sentido local existente, onde as coisas acontecem. Ele é também uma comunicação (idas, vindas, dentros e foras), uma nova maneira de existência dessas sensações. Ao passar uma sensação aos conceitos lógicos da linguagem, a primeira acaba adquirindo características do segundo. Em outras palavras, ao transmitir informações, estas deverão antes passar pelos próprios conceitos lógicos lingüísticos (a fala) e ao passar por estes adotam suas características. Os signos e meios lingüísticos foram utilizados aqui como exemplo, pois a comunicação pode ser feita pelas mais variadas linguagens, bem como pelo intercruzamento delas -se é que existe uma linha que aparta uma a outra.


Outra intenção deste trabalho é demonstrar por meio de equações matemáticas e corpóreas a maneira com as quais os conceitos são criados.
Tais equações abrangem um sistema e são expressas da seguinte forma, dado que: N é a novidade; as letras do alfabeto (a, b, c, d...) são as elementos reais; elementos irreais são expressos pelos símbolos g, c,b,z, bem como por qualquer outro símbolo desconhecido; as operações reais compreendem as operações matemáticas básicas [(+), (–), (.) ,(:)] ; as operações irreais são expressas por símbolos sem funções matemáticas [(>), (l),(v)].


N = a + b . c : d
N = g+ b. c : d
N = a > b . c : d
N = g + c . b: z
N = g l c v b z

Cada uma das equações possui explicações filosóficas, estas serão transcritas na instalação por meio de linguagem performática. A seguir seguem conceitos, explicações de duas destas equações:

Na primeira equação o N pode ser substituído por tudo aquilo de real que já se conhecia, pois todos os elementos são reais. Ele é também é encaixado nas redes de realidade, já que todas as possibilidades, operações, são reais. Assim o novo símbolo, N, é uma abstração, bem como uma fusão ou divisão. Todavia quando um ou vários elementos (e/ou operações) não são reais o que pode acontecer? O trabalho, =N, demonstrará 5 possibilidades – 5 equações- para a aquisição do Novo.